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Alerta Mundial Contra a Tuberculose...

"Os números são alarmantes. Daqui a duas décadas, nada menos que 35 milhões de pessoas vão morrer vítimas da tuberculose. Além dos mortos, outras 200 milhões de pessoas vão adoecer, infectadas pelo bacilo. O mal se alastra principalmente entre os portadores de Aids e nos países pobres. Ao contrário do que muita gente pensa, a tuberculose não é uma doença do passado".



A cada segundo, uma pessoa se contagia com o bacilo da tuberculose, no mundo. Ao final de um dia, quase nove mil pessoas estarão fadadas a desenvolver a doença. As estatísticas não deixam dúvida e servem de alerta para o problema. A própria Organização Mundial de Saúde prevê uma verdadeira tragédia nas próximas duas décadas com quase um bilhão de pessoas infectadas pelo bacilo causador da tuberculose.

Ao todo, serão 200 milhões de doentes e 35 milhões de mortos. No Brasil, a situação não é menos dramática. O País ocupa o 22º lugar em número de casos e em todo o território nacional são registrados cerca de 85 mil novos casos por ano. A expectativa, entretanto, é de que esse número seja ainda maior. A OMS calcula que sejam notificados apenas 70% dos casos.

Segundo o coordenador do Programa de Controle da Tuberculose em Minas Gerais, Waldir Teixeira do Prado, o número de casos realmente cresceu mas não se pode deixar de considerar que a vigilância epidemiológica melhorou muito na identificação dos mesmos. "É por isso que ocorrem tantos registros", lembra.

Ele adverte que países pobres ou em desenvolvimento são as maiores vítimas. Entretanto, como é uma doença que depende da baixa resistência do organismo para se desenvolver, a tuberculose também cresce entre os portadores de Aids. Além disso, as deficiências do sistema de saúde e a dificuldade de garantir tratamento completo a todos os pacientes faz com que o bacilo se torne cada vez mais resistente aos medicamentos.



A tuberculose é uma doença contagiosa causada por uma bactéria conhecida como bacilo de Koch. O micróbio é transmitido pelo ar e encontra um meio propício para se disseminar em aglomerações de gente ou em lugares pouco ventilados. O bacilo entra pelo nariz ou pela boca e, em 90% dos casos se instala nos pulmões. Mas as bactérias também podem migrar para rins, gânglios e ossos.

Os doentes sem tratamento podem transmiti-lo através da tosse, espirro ou até de uma simples conversa. Na maioria dos casos, o sistema imunológico extermina o inimigo. Entretanto, entre 5% e 10% dos infectados desenvolvem os sintomas. O germe pode permanecer "adormecido" por longos anos e "despertar" quando o organismo estiver com a resistência baixa.

A tuberculose é a terceira doença infecto-contagiosa que mais mata portadores de HIV. Aids e tuberculose se combinam de tal forma que uma doença favorece o avanço da outra, eliminando as defesas do organismo.

Na maioria das vezes, a bactéria age destruindo os alvéolos do pulmão. Ela cria pequenas cavidades no órgão que impedem a troca de gases. Assim a pessoa pode ter tosse e dificuldade para respirar.

Entre os sintomas mais comuns da tuberculose estão a tosse persistente, secreção de aspecto amarelado ou com manchas de sangue, febre leve e vespertina, além de emagrecimento. Prado aconselha que, ao detectar esses sintomas, a pessoa procure imediatamente um médico ou posto de saúde.
Segundo ele, o diagnóstico precoce facilita o tratamento e evita a transmissão em cadeia da doença. "Um portador do bacilo contamina de 10 a 15 pessoas", conta.



Segundo Waldir Prado, a tuberculose é uma doença de fácil identificação e cura. O meio mais empregado pela medicina para atacar o mal é o uso combinado de três medicamentos, a rifampicina, a isoniazida e a pirazinamida , durante seis meses. "Por enquanto, não existem novidades na área de medicamentos e nem a esperança de que surja uma nova droga capaz de combater o bacilo com total eficiência", diz.

Mas o grande problema que leva às mortes é o abandono aos tratamentos que, normalmente, prolongam-se por até seis meses. Ele explica que 80% dos casos podem ser curados nesse período com a combinação dos três medicamentos. A melhora, entretanto, acontece já no segundo mês de controle, quando o paciente não manifesta mais os sintomas e deixa de transmitir a doença.

Quando o tratamento é interrompido nesse período, apenas os micróbios fracos morrem. Os fortes sobrevivem tornando-se mais difícil matá-los depois. A interrupção do tratamento faz com que surjam variedades mais resistentes do bacilo ao efeito das drogas.

A média brasileira de abandono de tratamento é de 12% e, em Minas, ela já foi reduzida para 8%.



Para evitar que o tratamento seja interrompido no meio do caminho, a Organização Mundial de Saúde recomenda a observação direta, em que o agente de saúde vê o paciente tomar o medicamento todos os dias, nos postos de saúde ou em casa. Segundo Waldir Prado, é preciso um acompanhamento mais efetivo dos casos para garantir que o tratamento não será interrompido quando o paciente começa a apresentar melhora.

Além da doença se agravar com a interrupção, a intervenção se torna mais demorada e 70 vezes mais cara que a convencional. Enquanto o primeiro tratamento dura seis meses, para tratar um bacilo resistente o tempo prolonga-se para 18 meses. Essa diferença de tempo significa um salto de US$ 75 para US$ 5 mil nos gastos do paciente.

 

Fonte: Artigos de Saúde da Internet

 
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Decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

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