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Síndrome das Pernas Inquietas

"O sono consiste em uma função do organismo humano de valor fundamental, apesar de ser pouco esclarecido. São evidentes os poderes restauradores do sono, assim como o fato de que graus maiores de privação do sono alteram as funções cognitivas (de percepção e raciocínio) e as funções sistêmicas do corpo. As necessidades de sono em indivíduos normais variam amplamente e tendem a diminuir com a idade. Os adultos dormem menos que as crianças e os homens menos que as mulheres, com a maioria dos adultos normais dormindo regularmente entre 7 e 9 horas por dia, mas com extremos de 4 e 11 horas. Dadas as múltiplas circunstâncias que podem interferir no curso fisiológico do sono, o tratamento não somente é difícil, como muitas vezes deve ser individualizado. Neste trabalho será descrito um estudo acerca de uma doença que afeta o sono normal do indivíduo, a síndrome das pernas inquietas em adultos".





Alguns casos especiais de distúrbios que interferem no curso normal do sono de uma pessoa são denominados de parassonias. As parassonias consistem em um grupo de distúrbios motores (que afetam os movimentos) e autonômicos (subjetivos, que fogem ao controle voluntário do paciente) que podem retardar ou desorganizar o curso do sono normal. Muitas destas condições acometem crianças, mas algumas interferem nos padrões de sono de adultos.



A síndrome das pernas inquietas foi descrita inicialmente, por Ekbom, em uma monografia publicada há mais de meio século. Apesar disso, muitos profissionais da saúde ainda a desconhecem e a maioria dos casos permanece sem diagnóstico.



Um estudo realizado por Lavigne e Montplaisir, no Canadá, avaliou cerca de 2.019 adultos. Aproximadamente 17% das mulheres e 13% dos homens relataram sintomas compatíveis com a síndrome, como acordar durante a noite com sensações desagradáveis nas pernas. Estes achados sugerem que a prevalência da doença pode ser elevada em uma população.



Um estudo realizado pelo Dr. Phillips, do departamento de Anatomia da Universidade de Kentucky (University of Kentucky College of Medicine), Lexington, avaliou a prevalência e as condições de saúde associadas à síndrome das pernas inquietas, denominada também de movimentos periódicos durante o sono, na população em geral.





Para o estudo foram incluídas questões baseadas nos aspectos clínicos da síndrome definidas em 1996, pelo órgão de vigilância dos fatores de risco comportamentais de Kentucky (Kentucky Risk Factor Surveillance Survey- BRFSS). Além disso, foi realizada uma estimativa da prevalência da doença nos Estados Unidos e, também, uma investigação do estado de saúde mental dos indivíduos.


Os pesquisadores verificaram que uma significativa parcela de indivíduos adultos experimenta sintomas inerentes à síndrome, pelo menos cinco vezes por mês. Nos resultados, 3% dos indivíduos com idade inferior a trinta anos, 10% com idade entre 30 e 69 anos e 19% com idade superior a 79 anos, apresentaram sintomatologia compatível com a síndrome das pernas inquietas.



O aspecto mais importante do estudo foi o encontro de uma associação entre a presença dos movimentos periódicos durante o sono e a saúde em geral debilitada, com saúde mental deficiente.



Foram investigados também dados relacionados à idade, sexo, consumo de álcool, tabagismo e presença ou não de outras doenças, por exemplo, diabetes.



Os pacientes considerados portadores da síndrome das pernas agitadas foram aqueles que relataram episódios freqüentes ou muito freqüentes (mais de cinco noites durante um mês).



Os cientistas concluíram que os movimentos periódicos durante o sono, que ocorrem pelo menos 5 vezes em um período de 30 dias, são prevalentes na população geral de adultos e se correlacionam com condições de saúde e bem estar inferiores.



Os resultados enfatizam a necessidade dos profissionais da saúde dispensarem atenção especial aos casos de movimentos periódicos durante o sono e justificam também, novos estudos a seu respeito.





Movimentos periódicos durante o sono são movimentos rítmicos, repetidos e estereotipados de pernas, ocasionados por contrações musculares tipo extensão do dedão do pé, dorsiflexão do tornozelo ou graus variáveis de flexão e extensão do joelho ou do quadril. A contração muscular recorre a intervalos regulares de 10 a 120 segundos.



Aproximadamente metade dos casos é de origem familiar. As manifestações clínicas subjetivas, ou seja, inerentes ao indivíduo, podem retardar o início do sono, interrompê-lo, ou então, abreviar a sua duração.

 

A incidência destes movimentos periódicos aumenta com a idade e com a presença de doença metabólica ou neurológica. Podem causar insônia ou sonolência excessiva durante o dia ou podem passar assintomáticos para o paciente. Com freqüência os movimentos acompanham a síndrome de apnéia do sono e podem ser o primeiro sinal que conduz o paciente ou seu cônjuge a solicitar intervenção médica.





A síndrome das pernas inquietas geralmente acomete adultos em uma etapa mais avançada da vida. Os sintomas consistem em sensações desagradáveis nas pernas, sobretudo região da panturrilha (batata da perna) e um impulso a mover estes membros, levando a movimentos incoordenados, descontrolados, marcar passo ou esfregar as pernas para aliviar temporariamente o desconforto.



O diagnóstico da síndrome é atualmente, baseado na história fornecida pelo paciente. Nenhum exame complementar ou teste de laboratório é necessário ou útil para fornecer um diagnóstico mais acurado.



Resumidamente, os critérios analisados pelo médico para o fornecer o diagnóstico são: o desejo de mover os membros, associado geralmente a parestesias (sensação de dormência e formigamento das pernas); incoordenação motora (de movimentos); sintomas exacerbados exclusivamente em períodos de descanso; e a piora dos sintomas durante o fim da tarde ou à noite. Determinados movimentos incômodos e periódicos dos membros (pernas), ocorrem durante o sono na maioria dos pacientes portadores desta condição. Esses movimentos também podem ser encontrados em praticamente todos os outros distúrbios do sono (por exemplo, apnéia do sono, em que o paciente é surpreendido por uma súbita sensação de falta de ar ou a narcolepsia - doença caracterizada pela sonolência diurna excessiva) e em até cerca de 40% das pessoas idosas sadias e assintomáticas. Na maioria destes casos, o número de movimentos por noite, é menor que na síndrome das pernas inquietas.





O tratamento da síndrome das pernas inquietas apresenta diversas controvérsias devido ao desconhecimento de sua causa. Os medicamentos usados são a carbamazepina, também útil, em outros distúrbios neurológicos como a epilepsia e a carbidopa-levodopa, um medicamento utilizado no tratamento da doença de Parkinson (em que o paciente possui uma sintomatologia caracterizada por tremores de extremidades-membros superiores e inferiores).

 

Fonte: Artigos de Saúde da Internet

 
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